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Minha boca não abre. Pode ser trismo!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015
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Minha boca não abre. Pode ser trismo!

O que é o trismo?

O trismo (do grego: trismos = moagem áspera ou ranger) é a dificuldade ou impossibilidade temporária ou permanente de abertura das maxilas, causada por espasmos dos músculos da mastigação. Mais frequentemente, refere-se a uma limitação da abertura da boca por qualquer causa. Nesse sentido, o trismo pode ser classificado em intra-articular (fatores dentro da articulação temporomandibular) e extra-articular (fatores fora da articulação temporomandibular). O trismo é um problema que tem uma variedade de causas e pode interferir na aparência facial, alimentação, fala e higiene oral.

Quais são as causas do trismo?

O trismo pode ser causado por danos nos músculos e/ou nos nervos responsáveis pela abertura e fechamento da boca para a mastigação e pode ser intra-articular ou extra-articular.

Dentre outras, as causas intra-articulares do trismo podem envolver:

  • Desarranjo interno ou luxação da articulação temporomandibular.
  • Fratura intracapsular.
  • Sinovite traumática.
  • Artrite inflamatória séptica.
  • Osteoartrite.
  • Anquilose.
  • Formação de osteófitos.

E as causas extra-articulares principais podem ser:

  • Traumas ou fraturas de ossos da face.
  • Edema pós-cirúrgico, após o bloqueio nervoso para tratamento dentário.
  • Hematoma.
  • Infecções agudas dos tecidos orais.
  • Parotidite aguda.
  • Tétano.
  • Malignidade local.
  • Radiação.
  • Anquilose.

O trismo também pode ser resultado de efeito colateral de certos medicamentos. Os danos aos nervos ou músculos responsáveis por abrir e fechar a boca, na paralisia facial, ocorrem como resultado de cirurgia para a cabeça, pescoço, mandíbula ou face, radiação para tratamento de câncer de cabeça e pescoço e procedimentos cirúrgicos na face.

Qual é a fisiopatologia do trismo?

Uma das formas mais frequentes de trismo é devida a um espasmo tônico dos músculos da mastigação ou do ramo motor do nervo trigêmeo. Normalmente a abertura da boca varia entre 35 a 45 milímetros nas mulheres e 40 a 60 milímetros nos homens. Alguns trismos leves permitem aberturas de 20 a 30 milímetros, mas os mais graves apenas permitem uma abertura de 10 milímetros ou menos. Essas medidas são tomadas na parte frontal da boca, desde a extremidade dos dentes inferiores até a extremidade dos dentes superiores.

Quais são os principais sinais e sintomas que acompanham o trismo?

O trismo pode ser angustiante e doloroso e limitar ou impedir o acesso à cavidade oral. Em geral, ele causa dificuldade de abrir a boca, comer ou mastigar, dor ou rigidez da mandíbula, dificuldade para escovar os dentes e para falar.

Como o médico diagnostica o trismo?

Uma boa história clínica e um bom exame físico do paciente são de suma importância para o diagnóstico clínico.

Como o médico trata o trismo?

O tratamento do trismo depende de suas causas. Muitas vezes pode ser feito com medicações (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, miorrelaxantes), tratamento dentário, aparelhos, aplicação de calor ou mesmo cirurgias. Quando possível, o tratamento visa eliminar o agente etiológico da condição causal, reduzir ou eliminar os sintomas e corrigir mecanicamente o funcionamento da articulação temporomandibular. O tratamento do trismo também pode incluir fisioterapia. Muitas vezes o principal tratamento é constituído por exercícios para ajudar a melhorar a abertura da boca.

Quais são as complicações possíveis do trismo?

O trismo pode provocar um aumento do risco de aspiração.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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