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Mioglobinúria: conceito, causas, características clínicas, tratamento e complicações possíveis

quarta-feira, 8 de março de 2017
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Mioglobinúria: conceito, causas, características clínicas, tratamento e complicações possíveis

O que é mioglobina?

A mioglobina é uma proteína presente em abundância nos músculos e serve para armazenar oxigênio. A hemoglobina, uma proteína “irmã”, serve para transportar oxigênio no sangue, junto às hemácias.

O que é mioglobinúria?

Mioglobinúria é a eliminação de mioglobina pela urina depois dela ter sido liberada dos músculos e caído na corrente sanguínea.

Quais são as causas da mioglobinúria?

A mioglobinúria acontece quando um músculo é danificado por motivos físicos ou químicos, ocorrendo morte de suas fibras. Então, a mioglobina é liberada na corrente sanguínea e eliminada pela urina. A liberação da mioglobina para a corrente sanguínea fustiga principalmente os rins, que não conseguem remover todos os resíduos dela, concentrados na urina.

Essa destruição muscular é chamada rabdomiólise. Embora ela seja um processo que possa ocorrer por várias causas, é muito frequente em acidentes em que um músculo é esmagado mecanicamente. Outras causas comuns são calor e esforço físico excessivo, devido a exercícios intensos, insolação, queimaduras, vasos sanguíneos interrompidos, convulsão e acidentes vasculares cerebrais. Problemas metabólicos, como hipotireoidismo ou cetoacidose diabética, entre outros, também podem desencadear o problema.

Muitos tipos de infecção e inflamação também podem causar rabdomiólise, incluindo infecção viral ou bacteriana, poliomiosite e picada de cobra, bem como certos medicamentos como as estatinas consumidas em altas doses. Algumas vezes a rabdomiólise pode também ter causas genéticas. Esses processos podem levar a uma insuficiência renal aguda.

Em geral, o tratamento imediato propicia bons resultados, mas em casos raros a rabdomiólise pode até mesmo causar a morte.

Saiba mais sobre "Rabdomiólise", "Acidente Vascular Cerebral" e "Insuficiência renal aguda".

Quais são as principais manifestações clínicas que acompanham a mioglobinúria?

Pode ser difícil de identificar os sinais e sintomas que acompanham a mioglobinúria porque eles são muito variáveis, porém os mais comuns são dor muscular, especialmente nos ombros, coxas ou região inferior das costas, fraqueza muscular nos braços ou pernas, dor abdominal, náuseas e vômitos, febre, aumento da frequência cardíaca, confusão mental, desidratação, perda da consciência, urina de cor vermelho escuro ou marrom, urina reduzida ou nenhuma produção de urina. A tríade sintomatológica clássica da rabdomiólise é composta por (1) mialgia, (2) fraqueza muscular e (3) urina escura.

Como o médico diagnostica a mioglobinúria?

Além da coloração escura da urina, os exames bioquímicos indicarão aumento da creatinoquinase, da mioglobina no sangue e na urina, nos níveis de cálcio e potássio no sangue, bem como de creatinina no sangue e na urina. Outros exames podem ser feitos se uma doença genética for suspeitada.

Veja mais sobre "Miopatias", "Sangue na urina" e "Hipertermia maligna".

Como o médico trata a mioglobinúria?

Além de tratar o fator causal, é importante para o paciente fazer a reposição de fluidos. Uma solução salina contendo bicarbonato deve ser ministrada por via intravenosa. O bicarbonato, tendo um pH básico combate o pH ácido do sangue devido à lesão muscular e ajuda a eliminar a mioglobina dos rins. Certos diuréticos também podem ser prescritos. Se os danos já ocasionados aos rins motivarem uma insuficiência renal aguda, pode ser necessária uma diálise.

Quais são as complicações possíveis da mioglobinúria?

A complicação mais temida da rabdomiólise que motiva a mioglobinúria é a insuficiência renal aguda.

Veja também sobre "Diálise peritoneal" e "Hemodiálise".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic e do U. S. National Institute of Health.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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