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O que saber sobre leishmaniose cutânea e leishmaniose visceral?

Tuesday, September 18, 2012
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O que saber sobre leishmaniose cutânea e leishmaniose visceral?

O que é leishmaniose?

A leishmaniose é uma doença parasitária causada por um protozoário do gênero leishmania. Existem mais de 30 espécies patogênicas da leishmaniose e a doença afeta principalmente a pele e as vísceras.

A leishmaniose visceral (calazar) e a leishmaniose tegumentar (úlcera de Bauru) são as duas formas mais comuns da doença. A forma visceral afeta importantes órgãos internos como fígado, medula óssea e baço. A forma cutânea causa feridas na pele.

Quais são as causas da leishmaniose?

A leishmaniose é causada por parasitas do gênero leishmania, que normalmente habitam o interior das células fagocitárias, sobretudo os macrófagos. Esses parasitas são transmitidos pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Lutzomyia e Phlebotomus e pode acometer tanto o homem quanto animais canídeos (cão doméstico, raposa etc) e roedores.

Quais são os sinais e os sintomas da leishmaniose?

A leishmaniose visceral é a forma mais severa da doença. O parasita leishmania ataca órgãos vitais como fígado, baço e medula óssea, podendo levar à morte. Os sinais e sintomas principais são:

  • Febre
  • Emagrecimento
  • Dor abdominal
  • Anemia
  • Apatia
  • Escurecimento da pele
  • Aumento de volume do fígado e do baço

Esses sintomas costumam começar por descamações da pele (nariz, boca, queixo, orelhas e couro cabeludo) e com o aparecimento de pequenos calombos que podem evoluir para lesões, quando feridos pelas unhas. O acúmulo de ácido úrico no organismo pode levar a sintomas semelhantes aos da gota.

Na forma cutânea da leishmaniose há inicialmente a formação de um calombo e, posteriormente, de uma ferida de bordas elevadas que deixa uma cicatriz definitiva. Na forma cutaneomucosa pode ocorrer, além das lesões na pele, feridas na mucosa do nariz, boca ou garganta que podem desfigurar a face. Geralmente as lesões mucosas são secundárias às lesões cutâneas, surgindo meses ou mesmo anos depois destas. Às vezes, não se consegue identificar a porta de entrada do parasita.

Como o médico diagnostica a leishmaniose?

Além da anamnese e dos exames clínicos, alguns exames laboratoriais como albumina, leucócitos, hemoglobina e enzimas hepáticas ficam alterados. É possível dosar anticorpos específicos.

O crescimento do fígado e do baço podem ser detectados pela palpação médica ou pela ultrassonografia.

Exames diretos para pesquisa do parasita podem ser feitos através de escarificação das lesões, punção aspirativa ou biópsia. O diagnóstico pode ainda ser confirmado por meio de cultivo do parasita em meio apropriado ou pela inoculação em cobaias.

Como o médico trata a leishmaniose?

O tratamento da leishmaniose deve visar a cura da enfermidade, evitando a evolução para formas mais graves ou prevenindo as recidivas. Medicações antimoniais pentavalentes são usadas em todas as formas de leishmaniose cutânea, mas as formas mucosas exijem ainda maiores cuidados. Um médico deve ser sempre consultado.

Como prevenir a leishmaniose?

  • Em ambiente de mata, usar roupas adequadas e/ou repelentes.
  • Evitar tomar banhos em rios ou lagos próximos a matas, sobretudo ao entardecer.
  • Evitar contato com animais domésticos com feridas características ou sugestivas da doença.
  • Telas e mosquiteiros são pouco eficazes, porque o mosquito transmissor é muito pequeno e as atravessa com facilidade.

Como evolui a leishmaniose?

Não havendo tratamento, a leishmaniose visceral é grave o suficiente para evoluir para o óbito, na maioria dos casos.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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