Osteopenia - o que é? Quais são as suas consequências?

O que é osteopenia?
Os ossos humanos sofrem constante renovação, produzindo células novas (a partir dos osteoblastos) e eliminando as antigas (por meio dos osteoclastos), num equilíbrio dinâmico. Esse processo permite, durante muitos anos, a reconstituição dos ossos e garante sua estrutura normal.
Com o envelhecimento, contudo, acontece naturalmente um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea: a destruição das células velhas aumenta ao passo que a formação de novas células diminui. Isso resulta na desmineralização, tornando os ossos mais porosos e frágeis, aumentando, assim, o risco de fraturas.
As perdas brandas de massa óssea são chamadas osteopenia e as perdas maiores são chamadas osteoporose. Essa última condição pode, inclusive, resultar em fraturas espontâneas. Nesse aspecto quantitativo consiste a diferença básica entre ambas. Se não for tratada de forma adequada, a osteopenia pode virar osteoporose.
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Quais são as causas da osteopenia?
A osteopenia pode afetar os homens e as mulheres, mas é incomparavelmente mais frequente no sexo feminino. Diversos fatores podem influenciar negativamente a formação óssea. Os mais comuns são fatores genéticos e hereditários, consumo excessivo de álcool e tabaco, idade avançada, desnutrição, baixa exposição à luz solar, sedentarismo, queda na produção de hormônios e uso prolongado de alguns medicamentos (por exemplo: cortisona, heparina e alguns antiepilépticos).
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Qual o mecanismo fisiológico da osteopenia?
Os osteócitos, células ósseas maduras, regulam a quantidade de minerais (principalmente de cálcio) no tecido ósseo. A rarefação dos minerais implica numa desmineralização dos ossos e, consequentemente, no seu enfraquecimento.
Quais são as principais características clínicas da osteopenia?
A osteopenia afeta principalmente as mulheres, a partir da menopausa. Mulheres magras, de pele branca e baixas são as mais susceptíveis. Nos homens, o problema se agrava depois dos 60 ou 70 anos, quando cai a produção de testosterona. A osteopenia não é uma doença, mas uma condição pré-clínica que pode evoluir até a osteoporose; esta sim, uma doença.
Normalmente, só aí começam a surgir sintomas relevantes, quando os ossos estão seriamente comprometidos e podem surgir fraturas ante estímulos mínimos e até mesmo espontaneamente. Os sintomas mais comuns são: fraturas das vértebras por compressão, dor no local em que ocorreu o desgaste ósseo ou a fratura, hipersensibilidade óssea, redução da estatura, aumento da cifose dorsal e fraturas do colo do fêmur, punho e costelas.
Como o médico diagnostica a osteopenia?
Diz-se que há osteopenia quando a densidade mineral do osso está entre menos 1% e menos 2,4%. Portanto, maior do que a perda fisiológica considerada normal para a faixa de idade. O exame mais importante para diagnóstico é a densitometria óssea, exame não invasivo, com baixa exposição à radiação, que permite medir a quantidade de cálcio por centímetro quadrado no fêmur e na coluna vertebral.
Exames de sangue são úteis para avaliar possíveis causas secundárias da degeneração óssea, que exigem tratamentos específicos. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de sucesso no tratamento.
Como o médico trata a osteopenia?
É muito difícil reverter um quadro de osteopenia. Por isso, o objetivo maior do tratamento é deter ou retardar a degradação do tecido ósseo que pode levar à osteoporose. O tratamento pode ser medicamentoso ou não medicamentoso e pode ser realizado com a suplementação de cálcio, vitamina D e medicamentos específicos.
O tratamento não medicamentoso consiste na adoção de um estilo de vida saudável, que anule os fatores de risco: alimentação rica em cálcio e vitamina D, atividades físicas regulares, exposição ao sol para ajudar na absorção do cálcio e realização de fisioterapia para ajudar no fortalecimento dos músculos.
Como prevenir a osteopenia?
A prevenção da osteopenia envolve basicamente três recomendações:
- Uma dieta balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D.
- Tomar sol em períodos curtos (10-15 minutos/dia).
- Fazer atividades físicas regularmente.
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