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Patologias dos dedos das mãos e dos pés

sexta-feira, 27 de outubro de 2023
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Patologias dos dedos das mãos e dos pés

O que são patologias dos dedos das mãos e dos pés?

Os dedos, tanto das mãos como dos pés, podem ser sedes de inúmeras patologias, que vão desde deformidades congênitas até condições infecciosas adquiridas. Elas incluem lesões envolvendo os músculos, tendões, ligamentos, ossos e articulações das mãos e dos pés.

Algumas delas são alterações inespecíficas e podem afetar igualmente dedos das mãos ou dos pés, como sindactilia, fraturas, infecções, ferimentos, unhas encravadas e outras anormalidades. Outras são mais específicas e afetam preferente ou unicamente os dedos das mãos ou dos pés. É dessas últimas que trata esse artigo.

Quais são as patologias mais comuns dos dedos das mãos?

Artrite

artrite é um dos distúrbios mais comuns dos dedos das mãos, afetando as articulações e as cartilagens. Com as cartilagens normais, os ossos funcionam adequadamente, mas com a idade, elas se desgastam e causam desgastes musculares.

Há dois tipos de artrite nos dedos das mãos: (1) osteoartrite e (2) artrite reumatoide. Ambos os tipos causam inchaço nos músculos, mas a osteoartrite causa inchaço também no revestimento das articulações. As dores variam de moderadas a muito intensas e há limitações de mobilidade e deformidades articulares.

Dedo em gatilho

Medicamente chamado de tenossinovite estenosante, o dedo em gatilho ocorre quando um dos dedos da mão, uma vez fletido, não consegue mais voltar à posição normal, necessitando ajuda ativa para retornar à extensão. Esse ato provoca um som parecido com o disparo de um gatilho de arma de fogo, daí a razão dessa curiosa denominação.

O tendão que movimenta o dedo desliza no interior da sua respectiva bainha. O dedo em gatilho acontece devido a uma inflamação dessa bainha, o que dificulta o deslizamento do tendão no seu interior.

O tratamento dos casos mais simples é conservador e implica no uso de anti-inflamatórios, repouso, exercícios de relaxamento e uso de uma tala para manter o dedo em extensão. Casos mais severos podem exigir a infiltração de corticoides ou cirurgia para seccionar a parte estenosada da bainha do tendão.

Síndrome do túnel do carpo

síndrome do túnel do carpo é uma doença causada pela compressão do nervo mediano, que passa pelo punho e inerva a palma da mão. Ocorre por uma inflamação, que pode ser causada por doenças como obesidade, diabetes, disfunções na tireoide, retenção de líquidos, pressão arterial alta, doenças autoimunes ou lesões no pulso, como fratura ou luxação, por exemplo.

Pode causar formigamento e sensação de agulhas no polegar, indicador ou dedo médio; dor; inchaço; fraqueza; e dificuldade de diferenciar frio e calor. A síndrome é mais comum em pessoas que fazem movimentos repetitivos das mãos diariamente, mas também pode surgir devido a fraturas na região ou doenças crônicas, como diabetes e problemas autoimunes.

O tratamento da síndrome do túnel do carpo pode ser feito com remédios analgésicos e anti-inflamatórios e com fisioterapia. Em alguns casos, pode ser necessário fazer cirurgia para que os sintomas desapareçam completamente.

Síndrome de Raynaud

Quando uma pessoa é exposta ao frio, ela faz uma vasoconstrição periférica para diminuir a perda de calor. As pessoas com a síndrome de Raynaud têm essa resposta intensificada nos dedos das mãos, por uma constrição acentuada dos vasos sanguíneos, sobretudo dos dedos e artelhos. A síndrome é caracterizada, pois, por episódios de espasmos dos pequenos vasos dos dedos e artelhos que se contraem em resposta a temperaturas frias ou a estresses emocionais.

A síndrome de Raynaud é uma condição que afeta os vasos sanguíneos dos dedos das mãos e dos pés, embora vasos do nariz, dos lábios e dos lobos das orelhas também possam ser envolvidos. A causa da síndrome de Raynaud ainda não é inteiramente conhecida, mas sabe-se que ela pode estar associada a ferramentas vibráteis que a pessoa esteja manuseando, à síndrome do túnel do carpo, a doenças arteriais obstrutivas, a doenças do tecido conectivo, a algumas medicações, ao tabaco e a desordens tireoidianas. Alguns pacientes têm uma história familiar dessa condição. Ela afeta mais as pessoas do sexo feminino, com idades entre 15 e 30 anos.

A pele se torna pálida, entorpecida e fria e posteriormente arroxeada ou avermelhada. Pode haver uma dor penetrante. A síndrome de Raynaud pode ser primária, sem uma condição subjacente. Quando secundária, ela pode estar associada à esclerodermia, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, dermatomiosite, polimiosite, etc. O objetivo do tratamento é reduzir a severidade dos sintomas e prevenir novos episódios, e dependerá da gravidade da manifestação e das condições associadas que estejam presentes. Nem sempre o tratamento é bem-sucedido.

Dedos em baqueta de tambor

Dedos em baqueta de tambor são um alargamento das pontas dos dedos das mãos ou dos pés e uma alteração no ângulo na região de onde surge a unha devido a um aumento da quantidade de tecido mole sob os leitos das unhas.

Decorrem de alguns problemas pulmonares, cardíacos ou hepáticos congênitos. Em alguns casos, os dedos em baqueta de tambor podem ser hereditários e, nesse caso, não indicam qualquer problema. Os dedos em baqueta de tambor em si não precisam de tratamento, mas sim as enfermidades que os causam.

Veja sobre "Doenças das mãos", "Polidactilia", "Disidrose" e "Acroceratose verruciforme".

Quais são as patologias comuns dos dedos dos pés?

Dedos em garra

Dedos em garra (ou dedos em martelo) é uma condição na qual os dedos dos pés ficam dobrados. Isso acontece porque as juntas dos dedos ficam posicionadas para cima e as pontas dos dedos se localizam em direção à sola do pé, deixando os dedos em formato de garra. Os dedos em garra podem ser uma deformidade progressiva, um problema congênito ou podem desenvolver-se devido a outros distúrbios e patologias, como diabetes, artrite reumatoide, paralisia cerebral, entre outras.

Casos leves podem nem requerer tratamento, mas quando isso for necessário, devem ser principalmente tratamentos conservadores (não cirúrgicos). Se os tratamentos conservadores não produzirem os resultados esperados e a conformação anormal dos dedos estiver causando muitos problemas, como dores e dificuldade de caminhar, o paciente pode precisar de uma cirurgia.

Joanete

joanete, cujo nome científico é hallux valgus, é um desvio lateral acentuado do primeiro pododáctilo (dedo do pé) em direção ao segundo dedo do pé. Duas classes de fatores podem concorrer para esta deformidade: (a) fatores intrínsecos à própria pessoa e (b) fatores extrínsecos, devidos a causas externas.

O joanete pode ser bastante doloroso e pode haver também vermelhidão, inchaço, inflamação e irritação da pele ao redor do osso comprometido. Os tratamentos mais simples para o joanete visam apenas o alívio dos sintomas, sem corrigir a deformidade em si, e podem envolver mudanças nos calçados, uso de aparelhos ortopédicos, descanso, aplicação de compressas de gelo e uso de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios. Uma complicação séria do joanete costuma ser a dificuldade de calçar. Casos mais severos podem ser tratados por cirurgia.

Calos e calosidades

Calos e calosidades são áreas circunscritas de hiperqueratose (espessamento da camada mais externa da epiderme) em locais de pressão ou atrito. Os calos são superficiais, abrangem diferentes áreas da pele e quase sempre são assintomáticos. As calosidades mais profundas e focais geralmente são dolorosas, sobretudo quando pressionadas pelos calçados.

O tratamento é feito por abrasão manual, com ou sem a utilização de agentes queratolíticos.

Leia também sobre "Pés chatos", "Por que temos calos", "Pé de atleta ou frieira" e "Chulé".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic, do IOCB - Instituto de Ortopedia e Traumatologia Campo Belo e do NHS -National Health Service.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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