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Perda de proteína na urina - o que devemos saber?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017
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Perda de proteína na urina - o que devemos saber?

O que é proteinúria?

A albumina é uma proteína produzida pelo fígado como resultado do metabolismo de carnes, ovos, leites e queijos, dentre outros alimentos proteicos. Uma taxa normal dessa proteína é fundamental para conservar o estado nutricional normal e manter os líquidos circulando dentro dos vasos.

Proteinúria é a eliminação excessiva de proteínas (principalmente albumina) através da urina, podendo ser referida como discreta, quando ocorre perda de apenas alguns miligramas de proteínas por dia, ou intensa, quando existe perda de vários gramas de proteínas por dia. Ela pode ocorrer também fisiologicamente após esforço físico intenso ou quadros febris.

Quais são as causas da proteinúria?

As proteinúrias são causadas por um excesso de filtração ou déficit de reabsorção das proteínas nos glomérulos e túbulos renais. A causa mais comum é a diabetes mellitus.

Doenças renais como nefrite ou nefrose são causas frequentes de proteinúria. O excesso de proteínas no soro (como no mieloma múltiplo, por exemplo) também pode conduzir à proteinúria.

As principais doenças que podem provocar lesão dos glomérulos e levar à proteinúria são diabetes mellitus, lúpus, doenças primárias do glomérulo, hepatite, sífilis, AIDS, reação a anti-inflamatórios, câncer, eclâmpsia, obesidade, hipertensão arterial e mieloma múltiplo.

Conheça mais sobre "Diabetes Mellitus", "Lúpus", "Mieloma múltiplo", "Hepatites" e "Nefrite".

Qual é o mecanismo fisiológico da proteinúria?

Há três condições possíveis para causar proteinúria: (1) doenças glomerulares, (2) excesso de proteínas no sangue e (3) incapacidade de reabsorção apropriada ao nível do túbulo proximal do néfron.

A proteinúria pode ser um sinal de lesão renal. As proteínas do soro filtradas no glomérulo renal são quase todas reabsorvidas. A perda excessiva de proteínas está geralmente relacionada a uma perturbação da filtração ou da reabsorção.

Quais são as principais características clínicas da proteinúria?

A proteinúria em si não causa sintomas, mas pode ser o primeiro sinal de doença renal em pacientes sofrendo de doenças como o diabetes, por exemplo. Quando a perda de proteínas pela urina é maior que 3,5 gramas por dia, dizemos que se trata de proteinúria nefrótica. Uma proteinúria intensa pode desenvolver hipoproteinemia, em virtude da diminuição da pressão oncótica vascular, motivando edema, ascite ou mesmo hidrotórax (acúmulo de líquidos na cavidade pleural).

Como o médico diagnostica a proteinúria?

O diagnóstico deve começar por uma detida história clínica focada sobretudo em problemas renais e em exames físicos que busquem sinais de edema, anemia, hipertensão arterial, hematúria, piúria (presença de pus na urina), glicosúria (presença de açúcar na urina), etc.

Do ponto de vista laboratorial, as proteínas não deveriam ser excretadas na urina. Um dos sinais cruciais da presença de albumina na urina é o fato dela tornar-se espumosa. A taxa normal de albumina no plasma é de 3,5 a 4,5g/dl, mas a quantificação correta da proteinúria é feita sempre na urina de 24 horas e medida em gramas por esse período. Normalmente, diz-se que há proteinúria quando a presença da taxa laboratorial de proteínas na urina de 24 horas é maior do que 150 mg.

Leia mais sobre "Edema", "Ascite", "Anemia", "Hipertensão arterial" e "Hematúria".

Uma proteinúria é considerada persistente quando é observada em pelo menos duas amostras de urina dentro de um período de 30 dias e geralmente está associada a uma patologia renal subjacente. As proteinúrias funcionais podem ser transitórias ou ortostáticas, sendo detectadas em amostras urinárias ocasionais ou quando o paciente encontra-se na posição ortostática (em pé). Os tipos de proteinúrias presentes na urina podem ser identificados por meio da eletroforese das proteínas.

Como o médico trata a proteinúria?

O tratamento da proteinúria consiste na reposição do valor proteico e na investigação da causa da perda de proteínas. O tratamento depende da causa e, por isso, os tratamentos são muito variados. Mas, independente da causa, todo paciente com proteinúria deve procurar manter sua pressão arterial em 135/85 mmHg e evitar ao máximo o consumo de sal. A melhora desse quadro só é obtida quando a perda de proteínas é interrompida e a taxa plasmática da albumina é recomposta.

Como costuma evoluir a proteinúria?

Pacientes com proteinúria apresentam elevado risco de evoluírem para uma insuficiência renal, mas o controle do grau de proteinúria ajuda a retardar a progressão da lesão nos rins, diminuindo o risco de perda renal e de precisar fazer hemodiálise no futuro.

Veja também sobre "Eletroforese das proteínas", "Insuficiência renal crônica" e "Hemodiálise".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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