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Pigarro - causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e evolução

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
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Pigarro - causas, características clínicas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que é pigarro?

O pigarro pode ser definido como uma irritação na garganta que provoca uma espécie de excesso de muco ou secreção na região. O ato de pigarrear é uma defesa natural do organismo para proteger o corpo e auxiliar o sistema imunológico em sua tentativa de combater infecções virais e bacterianas. Ele visa remover o muco preso à garganta.

Quais são as causas do pigarro?

O pigarro é causado por irritação ou inflamação na região da garganta, que pode ser decorrente de diversas condições clínicas. O sintoma é muito comum em quadros de gripes e resfriados, desaparecendo assim que essas complicações são curadas.

As principais causas do pigarro são, além de gripes e resfriados:

Além disso, ele pode ter origem em doenças graves ou menos graves, como tumores malignos e doenças pulmonares e nasais. Por isso, o paciente com pigarro crônico deve sempre consultar um médico que avalie as causas do problema.

Veja mais sobre "Gripe", "Resfriado comum", "Dor de garganta" e "Aspiração de corpo estranho".

Qual é o substrato fisiopatológico do pigarro?

Em períodos de pouca umidade e temperaturas baixas, como é comum acontecer nas ocasiões de gripes e resfriados, pode ser que o organismo tenha uma concentração maior de células de defesa na via respiratória, causando irritação no local que, por sua vez, resultará na produção de pigarro.

Nas alergias respiratórias, como rinite, sinusite e asma, os agentes alergênicos causam alterações no organismo e o sistema imunológico, na tentativa de se livrar desses agentes, produz uma série de reações, dentre elas o pigarro.

O refluxo laringofaríngeo é ocasionado pelo retorno de ácidos do estômago para a garganta, criando a sensação de que algo está preso nessa região.

O tabagismo também é uma das causas do pigarro. Apesar de não possuir ligação com doenças otorrinolaringológicas e não estar necessariamente relacionado a nenhum tipo de infecção viral ou bacteriana, o cigarro causa alterações nas superfícies das vias aéreas e, para protegê-las, as células de defesa passam a se concentrar nas vias respiratórias, causando irritação que provoca o pigarro. 

Quais são as características clínicas do pigarro?

Quando a pessoa está com pigarro, é bastante comum que tenha a sensação de que existe algo preso em sua garganta e que tenha tentado eliminá-lo, forçando a região interna da garganta. Esse é um hábito comum, muitas vezes realizado no modo automático, mas a prática constante desse costume pode acabar por ferir as cordas vocais.

Em muitos casos, o problema provoca apenas desconforto, mas em ocasiões mais graves pode causar dor na região da garganta. O pigarro também pode prejudicar a respiração e a mastigação, além de causar danos às pregas vocais.

Como o médico diagnostica o pigarro?

Uma história clínica completa, assim como exames como a nasofibrolaringoscopia (exame que permite avaliar desde a cavidade nasal até a laringe, realizado por meio de um aparelho chamado nasofibroscópio) são fundamentais no diagnóstico e abordagem correta do pigarro e das suas causas. O nasofibroscópio consta de uma sonda contendo uma pequena câmera em sua extremidade que é introduzida através do nariz e permite uma visão direta do nariz, faringe e laringe, e permite ainda a projeção de imagens na tela de uma televisão.

Como tratar o pigarro?

Há duas manobras naturais para eliminar o muco preso na garganta: a tosse e a limpeza da garganta. Mas o problema também pode ser amenizado com algumas medidas simples como gargarejos com água e sal, nebulização com água quente, chá de limão e mel (o mel é uma excelente opção para proteger a garganta e o limão possui a capacidade de quebrar as moléculas do muco), assim como beber bastante água para hidratar as secreções e torná-las mais fluidas, permitindo que sejam eliminadas com mais facilidade.

Do ponto de vista médico, alguns medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos, podem ajudar a combater as infecções e o pigarro.

Como evolui o pigarro?

O mais comum é que as pessoas tenham pigarro na garganta durante o outono e o inverno, devido à baixa umidade do ar e às infecções típicas dessa época do ano, como gripes e resfriados, que geram maior concentração das células de defesa na via respiratória.

Como prevenir o pigarro?

O pigarro pode ser prevenido com alguns cuidados práticos que se pode adotar no dia a dia: beber bastante água; assoar o nariz com frequência; manter as mucosas nasais hidratadas; usar um umidificador de ambiente e manter a casa limpa e arejada.

Quais são as complicações possíveis com o pigarro?

Além de desagradável e às vezes doloroso, ficar com pigarro na garganta pode dificultar a passagem do ar, ou seja, a respiração, e prejudicar as cordas vocais, causando rouquidão ou mesmo perda temporária da voz. O excesso de muco pode causar complicações mais graves se for persistente, devendo ser investigado o quanto antes.

Leia sobre "Refluxo ou Doença do Refluxo Gastroesofágico", "Esofagite de refluxo" e "Náuseas e vômitos".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Academia Brasileira de Otorrino Pediátrica, da Fundação Otorrinolaringologia e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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