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Polimialgia reumática - sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

Monday, June 20, 2016
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Polimialgia reumática - sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que é a polimialgia reumática?

A polimialgia reumática é um distúrbio inflamatório que causa dor, fraqueza e rigidez em várias partes do corpo, principalmente ombros, pescoço, braços, coxas, quadris e região lombar inferior.

Quais são as causas da polimialgia reumática?

As causas da polimialgia reumática ainda não são totalmente esclarecidas. Entretanto, sabe-se que este problema ocorre duas vezes mais nas mulheres que nos homens. Além disso, é mais comum em pessoas do norte da Europa e da Escandinávia. Alguns pacientes com polimialgia reumática também sofrem de arterite de células gigantes, indicando uma associação entre as duas condições.

Quais são as principais características clínicas da polimialgia reumática?

Este distúrbio é mais comum em pessoas com mais de 55 anos de idade. Os sinais mais comuns da polimialgia reumática são dor e rigidez no pescoço e nos ombros, as quais gradualmente afetam outras áreas, como quadris e coxas. Ocasionalmente, a dor pode acometer também pulsos e mãos e geralmente afeta os dois lados do corpo de maneira simétrica. A dor e a rigidez tendem a ser pior pela manhã, diminuir com o passar do dia e pioram se a pessoa fica muito tempo numa mesma posição.

polimialgia reumatica

Outros sintomas são fadiga, anemia, perda de apetite e de peso, depressão, febre baixa e limitação da amplitude dos movimentos. Se houver, concomitantemente, sinais de inflamação nos vasos sanguíneos, podem ocorrer dor de cabeça persistente, visão turva ou dupla, dolorimento do couro cabeludo e dor no maxilar.

Como o médico diagnostica a polimialgia reumática?

Não existe um exame de laboratório específico para diagnosticar a polimialgia reumática e sua aparência clínica pode ser semelhante a outras doenças, o que dificulta o diagnóstico. Entretanto, o médico pode fazer um exame físico e pedir exames que o ajudem a averiguar inflamação e outras anormalidades do sangue. Dois deles costumam ser solicitados para acompanhamento da doença: velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR).

Como existe uma relação entre polimialgia reumática e arterite de células gigantes, o médico pode solicitar biópsia de uma artéria das têmporas. Essas biópsias sempre serão necessárias se for suspeitada uma inflamação concomitante dos vasos sanguíneos.

Como o médico trata a polimialgia reumática?

Não existe cura definitiva para esta doença, mas existem medicamentos que podem aliviar os sintomas. O tratamento básico da polimialgia consiste essencialmente na administração de corticoides.

Para saber mais sobre os efeitos dos corticoides no organismo, leia: "Conhecendo melhor os corticoides".
Alguns pacientes já mostram melhora dos sintomas após uma única dose, mas, para outros, a melhora é demorada e difícil. Após o controle dos sintomas, a dose de corticoide pode ser reduzida para chegar a uma dose mínima ou à suspensão do tratamento. O médico deve monitorar o paciente durante todo o tratamento, porque essas medicações possuem efeitos colaterais importantes, como elevação dos níveis de colesterol e da glicemia e osteoporose.

Como evolui a polimialgia reumática?

Apesar de não haver cura definitiva para a doença, ela costuma desaparecer após dois a seis anos de tratamento sintomático. Em razão dos seus sintomas, o paciente com polimialgia reumática tende a ficar acamado, o que diminui muito sua qualidade de vida. No entanto, depois que o enrijecimento muscular regride, o paciente pode voltar às suas atividades normais. Nos casos em que a doença esteja associada à arterite temporal, o não tratamento pode levar à cegueira irreversível.

Como prevenir a polimialgia reumática?

Não há como prevenir a polimialgia reumática.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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