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Reticulocitose - conceito, causas, diagnóstico e tratamento

segunda-feira, 8 de abril de 2019
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Reticulocitose - conceito, causas, diagnóstico e tratamento

O que são reticulócitos?

Reticulócitos são eritrócitos (ou hemácias) imaturos, recém-emitidos na circulação sanguínea. Eles são produzidos na medula óssea e liberados na circulação e normalmente amadurecem em um ou dois dias em hemácias, as quais têm uma vida útil de aproximadamente 120 dias em circulação.

Eles são detectados em amostra de sangue venoso e a dosagem deles é útil no diagnóstico diferencial de anemias e no acompanhamento do tratamento de pessoas anêmicas. Valores aumentados indicam medula óssea normal, falando a favor de uma anemia por perda ou destruição de glóbulos vermelhos. Quando exames posteriores mostrarem valores progressivamente mais baixos, indicam uma boa resposta ao tratamento da anemia por deficiência de ferro ou anemia ferropriva.

Uma pessoa normal apresenta de 0,5 a 1,8% de reticulócitos circulantes em relação às hemácias. Porém, a interpretação é feita em valores absolutos, isto é, multiplica-se o valor obtido em percentagem na contagem de reticulócitos pelo número de hemácias total do paciente.

Saiba mais sobre "Anemias" e "Anemia ferropriva".

O que é reticulocitose?

Reticulocitose é uma condição anômala do tecido sanguíneo, caracterizada pelo aumento na contagem dos reticulócitos circulantes, condição essa reputada entre os mais simples e os mais confiáveis sinais hematológicos da produção acelerada de eritrócitos.

Se uma pessoa tiver anemia, a percentagem de reticulócitos será aumentada se a medula óssea tiver capacidade de produzir novas células sanguíneas. Se uma pessoa com anemia tiver uma percentagem normal, isto significa que a medula óssea não está produzindo novas hemácias a fim de corrigir esta anemia. Assim, a reticulocitose é tanto um marcador hemolítico quanto um sinal de atividade compensatória da medula óssea.

Quais são as causas da reticulocitose?

A reticulocitose pode ser decorrente de anemia, de perda sanguínea pós-hemorrágica ou de hemólise. Os reticulócitos são liberados em resposta à diminuição dos níveis de hemácias no hematócrito. A reticulocitose pode também ser observada em distúrbios da medula óssea, que luta para acompanhar a taxa de destruição das hemácias.

Por outro lado, as causas de baixa contagem de reticulócitos incluem deficiência de ferro, deficiência de folato e deficiência de vitamina B12. A radioterapia também costuma afetar a produção de eritrócitos em muitos pacientes, pois suprime as funções da medula óssea.

Leia sobre "Anemia por deficiência de ferro" e "Anemia perniciosa".

Qual é o mecanismo fisiológico da reticulocitose?

Normalmente, a medula óssea produz e libera essas células regularmente para substituir o envelhecimento e a destruição das hemácias, que se dá regularmente no baço. Assim, elas existem comumente no sangue, numa proporção de 0,5 a 1,8 por cento em relação às hemácias. A presença de grande número de reticulócitos geralmente indica uma resposta à perda súbita de sangue e, portanto, uma maior ativação da medula óssea. Nos distúrbios hemolíticos (destruição do sangue), o corpo começa a destruir células sanguíneas maduras e, assim, eles também ativam a medula óssea.

Uma contagem alta de reticulócitos indica também que a medula óssea está respondendo bem aos tratamentos. Nos transplantes de medula óssea, um aumento na contagem de reticulócitos é uma indicação de um transplante bem-sucedido.

Uma diminuição na contagem de reticulócitos geralmente indica deficiência da medula óssea em produzir novos glóbulos vermelhos, como nos casos de tumores e infecções que ocorrem na medula óssea. A doença renal pode diminuir a contagem de reticulócitos e a contagem de glóbulos vermelhos.

Quais são as principais características clínicas da reticulocitose?

A reticulocitose não gera nenhum quadro clínico específico, mas é indicadora de um quadro clínico motivado pelas condições que lhe sejam subjacentes.

Como o médico diagnostica a reticulocitose?

Uma simples coleta de sangue venoso para realização do exame de hemograma pode identificar a maior concentração de reticulócitos no sangue e determinar se o sangue de um paciente tem também outras anormalidades, como números baixos ou altos de outros tipos de células sanguíneas.

Alguns autores consideram que uma proporção acima de 1% já constitui reticulocitose. A contagem de reticulócitos tanto avalia as funções da medula óssea (taxa de produção de sangue) como as anemias e a resposta ao tratamento delas. Aquelas pessoas que tiveram perda massiva de sangue ou transfusões de sangue recentes podem ter os valores sanguíneos distorcidos e ter uma imagem falsa no hemograma.

Veja mais sobre "Transplante de medula óssea", "Hemograma", "Plaquetas baixas" e "Hemorragias graves".

Como o médico trata a reticulocitose?

A melhor opção de tratamento para a reticulocitose pode depender do motivo pelo qual o paciente a possui. Se estiver associada à recuperação de uma condição em que o paciente já está sendo tratado, uma abordagem de espera e seguimento pode ser a mais aconselhável. Os médicos podem solicitar um segundo exame de sangue para confirmar que os valores voltaram ao normal quando o paciente teve a chance de se estabilizar. Quando é um indicador de anemia hemolítica ou outro problema no sangue, o tratamento para essas condições subjacentes devem resolver a reticulocitose.

Leia também sobre "Síndromes mielodisplásicas", "Poliglobulia ou Policitemia", "Leucemias" e "Transfusão sanguínea".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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