AbcMed

Síndrome respiratória do Oriente Médio: causada por um coronavírus altamente agressivo

quinta-feira, 25 de junho de 2015
Avalie este artigo
Síndrome respiratória do Oriente Médio: causada por um coronavírus altamente agressivo

O que é a síndrome respiratória do Oriente Médio?

Síndrome Respiratória do Oriente Médio (em inglês, Middle East Respiratory Syndrome - MERS) é uma doença causada por um coronavírus altamente agressivo chamado Coronavírus da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), que afeta de forma aguda o sistema respiratório (pulmões, traqueia e brônquios). Os primeiros casos apareceram na Jordânia e na Arábia Saudita em 2012, sendo a maioria dos casos de Síndrome Respiratória do Oriente Médio associados a países da Península Arábica ou às suas imediações. Devido a viagens internacionais a doença tem se alastrado e já foram registrados casos em países de outras regiões do mundo. 

Até o momento (junho 2015), 26 países da Ásia, África, Europa e América já registraram casos da doença: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, EUA, França, Itália, Jordânia, Kuwait, Malásia, Omã, Qatar, Reino Unido, Tunísia, Coreia do Sul, Irã, Líbano, Iémen, Algéria, Áustria, China, Egito, Alemanha, Grécia, Holanda, Filipinas, Tailândia e Turquia, sendo a Arábia Saudita o local com maior número de casos registrados.

Quais são as causas da síndrome respiratória do Oriente Médio?

Existe a suspeita de que a síndrome respiratória do Oriente Médio tenha tido origem provavelmente em camelos e que seu contágio entre humanos se dê por meio de secreções respiratórias. Porém, ainda não foi comprovado que camelos, ou outros animais, sejam reservatório do vírus. O contágio se dá por meio do contato próximo com pessoas ou animais infectados ou da tosse e espirro do paciente infectado.

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome respiratória do Oriente Médio?

Algumas pessoas infectadas apresentam sintomas leves ou nenhum sintoma e se recuperam espontaneamente. A maioria dos pacientes com síndrome respiratória do Oriente Médio desenvolve um quadro respiratório agudo grave, com sintomas de febre, tosse e falta de ar. Algumas pessoas podem também ter sintomas gastrointestinais, incluindo diarreia, náuseas e vômitos. Em casos mais graves podem surgir pneumonia, lesão pulmonar aguda, infecção generalizada, insuficiência renal, pericardite e insuficiência respiratória.

Como o médico diagnostica a síndrome respiratória do Oriente Médio?

O diagnóstico da síndrome respiratória do Oriente Médio é feito por meio das queixas do paciente. Os exames de imagens são inespecíficos ou inconclusivos.

Como o médico trata a síndrome respiratória do Oriente Médio?

Atualmente, não há tratamento específico antiviral recomendado para a síndrome respiratória do Oriente Médio. No entanto, indivíduos com essa síndrome devem procurar cuidados médicos para ajudar a aliviar os sintomas e apoiar as funções de órgãos vitais.

Como prevenir a síndrome respiratória do Oriente Médio?

Ainda não há vacina contra esta síndrome. As pessoas devem proteger-se por meio de ações preventivas diárias como lavar as mãos frequentemente, cobrir o nariz e a boca com um lenço, não jogar o lenço usado em qualquer lixo, evitar tocar os olhos, nariz e boca, evitar contato pessoal e compartilhar utensílios com pessoas doentes, desinfetar superfícies e objetos frequentemente tocados. Pessoas que visitarem países com casos da síndrome respiratória do Oriente Médio precisam estar especialmente atentas às medidas preventivas e, caso surjam sintomas parecidos aos de uma forte gripe, devem buscar ajuda médica imediata.

Como evolui a síndrome respiratória do Oriente Médio?

Dos pacientes diagnosticados com a síndrome respiratória do Oriente Médio, cerca de 36% morreram, mas em geral eles tinham uma condição médica subjacente.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários