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Tumores da hipófise

Tuesday, May 12, 2020
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Tumores da hipófise

O que é a hipófise?

A glândula hipófise ou pituitária encontra-se localizada na cela túrcica, na base do crânio, entre o cérebro, acima, e as passagens nasais, abaixo. É considerada a principal glândula endócrina do corpo humano porque, como uma regente, ela controla a funcionamento de todas as outras.

Além disso, a hipófise também produz a prolactina, hormônio importante para a amamentação, o hormônio do crescimento, o hormônio antidiurético e a ocitocina. O hormônio antidiurético ou HAD participa do controle da quantidade de água no organismo, enquanto o ocitocina auxilia no trabalho de parto.

O que são os tumores da hipófise?

Os motivos que levam ao crescimento irregular da glândula (tumor) ainda não são conhecidos. Como a hipófise produz vários hormônios, o tumor pode ser produtor de um ou mais hormônios, ou também pode não produzir nenhum. Um tumor grande pode também agir por contiguidade e pressionar e danificar o cérebro e os nervos que transitam nas proximidades, sobretudo o nervo ótico, provocando alterações na visão e até cegueira.

Os tipos mais comuns de tumores da hipófise são os adenomas, tumores benignos que não se espalham pelo organismo. De fato, tumores cancerígenos da hipófise são extremamente raros. Outro tipo de tumor que pode ocorrer na região onde fica a hipófise ou próximo a ela, mas não é um tumor da glândula, é o craniofaringioma, que embora seja também um tumor benigno pode, com maior facilidade, causar sintomas pela compressão de estruturas adjacentes, como o quiasma óptico.

Existem dois tipos de tumores da hipófise: (1) funcionantes e (2) não funcionantes. Os tumores funcionantes produzem em excesso os hormônios normalmente fabricados pela glândula e os tumores não funcionantes não produzem hormônios e podem mesmo inibir a produção hormonal normal.

Leia sobre "Amenorreia", "Hirsutismo" e "Diabetes insipidus".

Qual é a causa dos tumores da hipófise?

A causa permanece desconhecida. Uma pequena porcentagem de casos de tumores hipofisários ocorre em famílias, mas a maioria não possui fator hereditário aparente. Ainda assim, os cientistas suspeitam que alterações genéticas desempenhem um papel importante na forma como os tumores da hipófise se desenvolvem. Pessoas com histórico familiar de certas condições hereditárias, como neoplasia endócrina múltipla têm um risco aumentado de tumores hipofisários.

Quais são as características clínicas dos tumores da hipófise?

Os tumores da hipófise geram três tipos de problemas diferentes:

  1. Hipersecreção de hormônio
  2. Deficiência de hormônio hipofisário ou hipopituitarismo
  3. Efeitos da massa tumoral

Os sintomas dos tumores da hipófise variam na dependência de serem causados pela massa tumoral ou pelas alterações hormonais. A lista de possíveis sintomas é longa. Os sintomas da pressão de massa do tumor podem incluir dores de cabeça e dificuldade para enxergar, especialmente problemas com a visão periférica. Os sintomas dos hormônios hipofisários baixos incluem fadiga, tontura, pele seca, ciclos menstruais irregulares nas mulheres e disfunção sexual nos homens, dentre outras repercussões.

Como o médico diagnostica os tumores da hipófise?

Pessoas que pertencem ao grupo familiar de risco aumentado devem fazer exames regulares de sangue para acompanhar os níveis de hormônios da hipófise. Na maioria dos casos, o tumor da hipófise só é encontrado precocemente se uma pessoa faz uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética do cérebro por um outro problema não relacionado a ele.

Os adenomas funcionais da hipófise, que produzem hormônios em excesso e causam sintomas, são frequentemente reconhecidos quando ainda são pequenos. É menos provável que os tumores não funcionais da hipófise sejam encontrados precocemente porque não causam sintomas até crescerem o suficiente para pressionar células, nervos ou partes normais do cérebro perto da hipófise.

Como o médico trata os tumores da hipófise? 

Os tratamentos dos tumores da hipófise incluem medicamentos para bloquear a produção de hormônios em excesso ou diminuir o tumor e cirurgia. Existem dois tipos de cirurgia possível: (1) transesfenoidal e (2) transcraniana. Em alguns casos, é possível fazer radioterapia.

Na cirurgia transesfenoidal, a incisão é feita dentro do nariz, com anestesia geral, e a hipófise é acessada por essa via. Na cirurgia transcraniana, o acesso é feito através do crânio. Isso pode ser necessário em alguns casos, quando o tumor não é benigno ou em casos de tumores grandes de difícil acesso pela outra via. Nesse caso, é feito um corte cirúrgico na parte lateral ou superior da calota craniana, desde onde o tumor é acessado e removido. Essa cirurgia também é realizada com anestesia geral.

Quais são as complicações possíveis dos tumores da hipófise?

Os tumores da hipófise não crescem ou se espalham extensivamente. No entanto, eles podem causar: (1) pressão sobre os nervos ópticos gerando alterações ou mesmo perda da visão; (2) deficiência hormonal permanente, o que demanda uma substituição por medicamentos hormonais; e (3) apoplexia hipofisária, quando ocorre um sangramento repentino no tumor, requerendo tratamento de emergência.

Veja também sobre "Motivos da menstruação atrasada", "Hipopituitarismo", "Acromegalia" e "Síndrome de Sheehan".

 

Referências:

 As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Hospital Sírio-Libanês, da Mayo Clinic e da Hormone Health Networl.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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