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Varíola - definição, causas, características clínica, diagnóstico, tratamento, prevenção, possíveis complicações

sexta-feira, 7 de julho de 2017
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Varíola - definição, causas, características clínica, diagnóstico, tratamento, prevenção, possíveis complicações

O que é varíola?

A varíola, hoje erradicada, foi uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus. Esse vírus foi descoberto quando cientistas notaram que uma múmia, que viveu de meados de 1550 a 1307 a.C., apresentava vestígios do vírus. A varíola era, pois, uma doença potencialmente mortal, que atingia os seres humanos há milhares de anos.

Ela foi erradicada mundialmente por volta dos anos 1970 após uma campanha de imunização global organizada pela Organização Mundial da Saúde. O último caso natural de varíola foi diagnosticado em 26 de outubro de 1977. O termo "varíola" foi usado pela primeira vez na Grã-Bretanha no século 15, diferenciando a doença da sífilis.

Saiba mais sobre "Vírus", "Viroses" e "Sífilis".

Quais são as causas da varíola?

A varíola é causada por infecção pelo vírus Orthopoxvírus variolae, que pode ser transmitido direta ou indiretamente de pessoa para pessoa ou por via de itens contaminados (roupas, cobertas, utensílios, objetos, etc.), embora o risco de infecção a partir destas fontes seja menos comum. No exterior do organismo e em condições favoráveis, o vírus da varíola pode continuar ativo por até 24 horas e em condições menos favoráveis por até seis horas.

Como se dá o espraiamento do vírus no organismo?

Assim que inalado, o vírus da varíola invade a orofaringe (boca e garganta) ou a mucosa respiratória, migra para os linfonodos regionais e começa a se multiplicar. Na fase de crescimento inicial, o vírus parece passar de célula para célula, mas ao redor do 12º dia, a lise de muitas células infectadas ocorre e o vírus pode ser encontrado na corrente sanguínea em grande número e uma segunda onda de multiplicação ocorre no baço, medula óssea e nódulos linfáticos. O período de incubação entre a contração do vírus e os primeiros sintomas da doença é de cerca de 12 dias.

Quais são as principais características clínicas da varíola?

Havia duas formas clínicas de varíola. Varíola maior foi a forma mais grave e mais comum, com uma erupção cutânea mais extensa. Varíola menor, menos comum, e menos grave. Foram registradas também infecções assintomáticas, muito menos comuns. Além disso, uma forma chamada varíola sem erupção foi vista em pessoas vacinadas. Esta forma era marcada por uma febre que ocorreu após o período de incubação habitual e só podia ser confirmada por estudos de anticorpos ou, raramente, por isolamento de vírus.

Os sintomas iniciais eram semelhantes a outras doenças virais como a gripe e o resfriado comum: febre de cerca de 38° C, dor muscular, mal-estar, dor de cabeça e prostração. Como o trato digestivo era comumente envolvido, muitas vezes ocorriam náuseas e vômitos e dor nas costas. No 12º ao 15º dia após a infecção, as primeiras lesões visíveis apareciam e se espalhavam rapidamente para todo o corpo, em 24 a 36 horas, após o que não apareciam novas lesões. Elas começam pelo rosto, mãos e antebraços e se espalhavam posteriormente para o tronco.

Leia sobre "Febre", "Gripe", "Resfriado comum", "Náuseas e vômitos" e "Como não espalhar germes".

Como o médico diagnostica a varíola?

O diagnóstico da varíola pode ser feito a partir da história médica do paciente e da observação das lesões características. Os testes de laboratório são feitos para confirmar o diagnóstico. Microscopicamente, os vírus da varíola produzem inclusões citoplasmáticas características.

As biópsias cutâneas coradas com hematoxilina e eosina também podem identificá-las. O diagnóstico também pode ser feito pelo exame direto ao microscópico eletrônico do fluido pustular. Testes sorológicos e ensaios imuno-absorventes foram desenvolvidos para auxiliar no diagnóstico da infecção.

Como o médico trata a varíola?

Não há tratamentos específicos ou cura para esta patologia. A vacinação contra a varíola, dentro dos três dias após a exposição, diminui significativamente a gravidade dos sintomas na grande maioria dos casos. Se ela ocorrer de quatro a sete dias após a exposição, ainda pode, mesmo assim, mitigar um pouco a gravidade da doença. Além da vacinação, o tratamento da varíola consiste no cuidado de feridas e no controle de possíveis infecções, na terapia com fluidos e na possível assistência ventilatória.

Como evolui a varíola?

Historicamente, a varíola tem uma taxa geral de mortalidade de cerca de 30%. No entanto, as formas mais graves e hemorrágicas são geralmente fatais. A varíola menor, menos comum e menos grave, tem taxas de mortalidade históricas de apenas 1% ou menos.

Como prevenir a varíola?

A varíola pode ser evitada por meio de vacinação. Antes do advento da vacina contra a varíola, a doença dizimou grandes populações. Atualmente, entretanto, a vacina não está sendo mais administrada à população, já que a doença está controlada e as possíveis complicações e efeitos colaterais da vacina superam os seus benefícios.

Quais são as complicações possíveis da varíola?

As complicações a longo prazo da infecção por varíola maior incluíam cicatrizes características, comumente no rosto. A cegueira resultante da ulceração da córnea e as deformidades dos membros devido à artrite e à osteomielite foram complicações menos comuns.

Veja também sobre "Vacinação", "Sarampo", "Rubéola", "Caxumba" e "Vacina tríplice viral".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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