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Vertigem posicional paroxística benigna

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
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Vertigem posicional paroxística benigna

O que é vertigem posicional paroxística benigna?

A vertigem posicional paroxística benigna é uma sensação súbita de que pessoa está girando ou que o interior da cabeça está girando.

Quais são as causas da vertigem posicional paroxística benigna?

Muitas vezes, não há causa conhecida para a vertigem posicional paroxística benigna e ela é então chamada idiopática. Quando uma causa pode ser determinada, ela é frequentemente associada a um golpe na cabeça. Causas menos comuns incluem distúrbios que danificam o ouvido interno ou, raramente, danos que ocorrem durante cirurgia do ouvido ou durante o posicionamento prolongado sobre as costas, como em uma cadeira de dentista, por exemplo. Ela também tem sido associada a enxaquecas.

Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente em pessoas com 50 anos ou mais, sendo mais comum em mulheres do que em homens. Uma lesão na cabeça ou qualquer outro distúrbio dos órgãos do equilíbrio do ouvido pode tornar a pessoa mais suscetível à vertigem posicional paroxística benigna.

Saiba mais sobre "Enxaqueca", "Labirintite" e "Doença de Ménière".

Qual é o mecanismo fisiopatológico da vertigem posicional paroxística benigna?

A vertigem posicional paroxística benigna é um problema mecânico no ouvido interno. Ocorre quando alguns dos cristais de carbonato de cálcio, que são normalmente incorporados ao gel no utrículo (um dos órgãos do equilíbrio: bolsa oval localizada no ouvido interno), se desalojam e migram para um ou mais dos três canais semicirculares cheios de fluido, onde não deveriam estar. Quando um número suficiente dessas partículas se acumula em um dos canais, elas interferem no movimento normal do fluido que esses canais usam para sentir o movimento da cabeça, fazendo com que a orelha interna envie sinais falsos ao cérebro.

O fluido nos canais semicirculares normalmente não reage à gravidade. No entanto, os cristais se movem por gravidade, movendo, assim, o fluido quando normalmente ele estaria parado. Quando o fluido se move, terminações nervosas no canal são excitadas e enviam uma mensagem para o cérebro que a cabeça está se movendo, mesmo que não esteja. Essa informação falsa não combina com o que a outra orelha está sentindo, com o que os olhos estão vendo ou com o que os músculos e articulações estão fazendo, e essa informação desencontrada é percebida pelo cérebro como uma sensação de tontura ou vertigem, que normalmente dura menos de um minuto. Entre as vertigens, algumas pessoas sentem-se livres de sintomas, enquanto outras sentem uma leve sensação de desequilíbrio.

Quais são as principais características clínicas da vertigem posicional paroxística benigna?

O nome da síndrome de vertigem posicional paroxística benigna já descreve suas principais características clínicas:

  1. Vertigem quer dizer uma falsa sensação de movimento rotacional (tontura).
  2. Posicional significa que o quadro é desencadeado por certas posições ou movimentos da cabeça.
  3. Paroxística porque ocorre em episódios repentinos e breves.
  4. Benigna porque não representa uma ameaça à vida.

A tontura gerada pela vertigem posicional paroxística benigna é breve e desencadeada por mudanças específicas na posição da cabeça. Isso pode ocorrer quando a pessoa inclina a cabeça para cima ou para baixo, quando se deita, quando se vira ou se senta na cama. Se a pessoa estiver de pé e sem apoio poderá sofrer uma queda, com todas as consequências que possam advir daí.

Como o médico diagnostica a vertigem posicional paroxística benigna?

Para estabelecer o diagnóstico da vertigem posicional paroxística benigna, o médico pode fazer uma série de testes físicos para determinar a causa da tontura. Ele pode ainda solicitar testes adicionais, tais como eletronistagmografia ou videonistagmografia, com o objetivo de detectar movimentos oculares anormais e que podem ajudar a determinar se a tontura é causada por doenças do ouvido interno, ao medir movimentos involuntários dos olhos enquanto a cabeça é colocada em posições diferentes ou os órgãos do equilíbrio são estimulados com água ou ar. A ressonância magnética também pode ser realizada para descartar outras possíveis causas de vertigem.

Para diferenciar a vertigem posicional paroxística benigna de outras condições assemelhadas, é importante saber que ela NÃO causa uma tontura constante, NÃO afeta a audição, NÃO produz desmaios, dor de cabeça ou sintomas neurológicos como dormência, “alfinetadas”, dificuldade para falar ou para coordenar os movimentos.

Leia sobre "Tontura", "Mitos e verdades sobre dor de cabeça" e "Distúrbios do equilíbrio".

Como o médico trata a vertigem posicional paroxística benigna?

A vertigem posicional paroxística benigna pode desaparecer por conta própria, dentro de algumas semanas ou meses, mas para ajudar a aliviá-la mais cedo o médico pode tratá-la com uma série de movimentos da cabeça, conhecidos como procedimentos de reposicionamento canalítico (reposicionamento de canal).

Esses procedimentos podem ser realizados em consultório e consistem em vários movimentos simples e lentos da cabeça, visando mover as partículas dos canais semicirculares do ouvido. Se eles forem ensinados aos pacientes, poderão ser feitos em casa. Estes procedimentos são eficazes após um ou dois tratamentos. Em situações muito raras, em que esses procedimentos não se mostrem eficazes, o médico pode recomendar uma cirurgia em que um tampão ósseo é usado para bloquear a parte do ouvido interno que está causando tontura.

Como evolui a vertigem posicional paroxística benigna?

Infelizmente, trata-se de uma condição que pode recorrer periodicamente com taxas tão altas quanto 50% em 5 anos, especialmente naqueles casos relacionados a traumas.

Quais são as complicações possíveis da vertigem posicional paroxística benigna?

Embora a vertigem posicional paroxística benigna seja desconfortável, raramente causa complicações. As complicações mais temidas são as consequências de quedas eventualmente sofridas.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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