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Você sabe o que é Papeira?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
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Você sabe o que é Papeira?

O que é papeira?

A papeira ou caxumba é uma infecção viral aguda e contagiosa que pode acometer qualquer tecido glandular ou nervoso do organismo, mas que mais comumente afeta as glândulas parótidas, submandibulares e sublinguais, produtoras de saliva. É uma doença de distribuição universal, de baixa letalidade, aparecendo sob a forma endêmica ou de surtos. No Brasil, atualmente, é muito rara, devido às campanhas intensivas de vacinação.

Quais são as causas da papeira?

A papeira é causada pelo vírus Paramyxovirus e a transmissão ocorre por meio da disseminação de gotículas ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. A transmissão indireta é menos frequente, mas pode ocorrer pelo contato com objetos e/ou utensílios contaminados com secreção do nariz e da boca.

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Quais são as principais características clínicas da papeira?

A papeira é mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, mas também pode afetar adultos em qualquer idade. O período de incubação, que decorre da contaminação pelo vírus até o aparecimento dos sintomas é, em média, de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade da doença varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus da papeira pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

O sintoma mais chamativo da papeira é o aumento súbito das glândulas salivares, formando um “papo” em um ou ambos os lados do rosto, acompanhado de febre. Os demais sintomas da doença são inchaço e dor nas glândulas salivares, uni ou bilateralmente, febre, dor de cabeça, fadiga, fraqueza, perda de apetite e dor ao mastigar e engolir.

Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas ou demais sintomas.

Como o médico diagnostica a papeira?

O diagnóstico da papeira é basicamente clínico, com avaliação médica das glândulas afetadas. Para confirmar o diagnóstico, o profissional de saúde pode coletar uma amostra de sangue para confirmar a presença do vírus. A confirmação laboratorial vem no resultado desse exame de sangue, que apresenta anticorpos contra o paramixovírus. Dessa forma, é possível excluir com certeza a hipótese de outras enfermidades ou doenças que tenham sintomas parecidos. 

Como o médico trata a papeira? 

Não há um tratamento específico para a papeira. O tratamento disponível é apenas sintomático e feito com base nos sintomas clínicos, com adequação da hidratação e alimentação. Além disso, a boa higiene bucal é de fundamental importância.

Por ser uma infecção viral, a papeira é combatida naturalmente pelo próprio organismo. Em geral, o repouso é indicado, assim como medicamentos para a dor e para a elevação da temperatura e observação cuidadosa para a possibilidade de aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas encefalites, a orientação é tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.

Como evolui em geral a papeira?

Normalmente, a papeira tem evolução benigna, mas em alguns casos raros pode apresentar complicações resultando em internações e até mesmo em morte. Felizmente, a maioria dos casos de papeira tem recuperação natural e progressiva, sem grandes complicações, em até duas semanas.

Como prevenir a papeira?

Tendo tido e curado a papeira, a pessoa tem imunidade permanente contra o vírus, proteção vitalícia que também é garantida pela vacinação.

Quais são as complicações possíveis da papeira?

É comum que a infecção em adultos provoque também orquite (inflamação nos testículos) nos homens e mastite (infecção do tecido mamário) nas mulheres. A papeira adquire maior gravidade após a adolescência, sendo a meningite, também, uma complicação importante da doença. Essas complicações, contudo, não deixam sequelas.

Em menores de 5 anos de idade, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda da audição. Outras complicações podem ser encefalite e pancreatite. Não há relato de óbitos relacionados à papeira. Além disso, a ocorrência da doença durante o primeiro trimestre da gestação pode ocasionar aborto espontâneo.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Ministério da Saúde – Brasil e do Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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