As frutas que você mais come

As frutas têm grande valor nutritivo, além de certos efeitos sobre a fisiologia e até mesmo atuam beneficamente sobre determinadas enfermidades. Elas, contudo, não devem ser vistas como tratamento para nenhum quadro clínico, mas apenas como medidas coadjuvantes, de efeitos limitados. Elas não substituem as medicações, quando necessárias, e seus efeitos só se referem aos sintomas, não às causas das doenças. As propriedades aqui apontadas só valem para o consumo regular e prolongado da fruta e não para o uso esporádico delas.
Laranja: a laranja é uma fruta híbrida, pouco calórica, criada a partir do cruzamento do pomelo e da tangerina. Pode ser descascada e comida ao natural, espremida para obter suco ou usada para fazer doces, bolos ou geleias. O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Os pequenos caroços duros, habitualmente não comidos, podem ser usados em algumas receitas. Igualmente, a casca pode ser usada em diversos pratos, seja como ornamentação, seja para acrescentar sabor a eles. A camada branca entre a casca e os gomos, raramente é utilizada. A laranja é muito conhecida como importante fonte de vitamina C, mas também contém outros nutrientes, como proteínas, gorduras, outras vitaminas (A, B1, B2, B3) e sais minerais (cálcio, potássio, fósforo, sódio, enxofre, magnésio, cloro, silício e ferro).
Banana: embora pareça uma fruta banal, devido à sua abundância, a banana é essencial à boa alimentação e ao combate de uma série de condições fisiológicas alteradas (câimbras, hipertensão arterial, diarreias, anemias, enjoos, entre outras). As bananas geralmente são comidas ao natural, mas podem ser fritadas, cozidas em água, assadas ou usadas sob as formas de doces, bolos, tortas, sorvetes, etc. As espécies de bananas mais comuns no Brasil são a nanica, a prata, a banana-terra e a banana maçã. Embora em 70% seja composta de água, a banana contém três açúcares naturais (sacarose, frutose e glicose) e é rica em fibras, potássio, vitaminas A e C. A banana também é muito rica em outros minerais (cálcio, ferro, magnésio) e outras vitaminas (B6, B12), sendo indicada para crianças anêmicas, mulheres grávidas e pessoas alérgicas. A banana é ótima para combater a diarreia infantil e deve ser dada à criança nesta ocasião.
Maçã: há diversas espécies de maçãs. Dependendo da espécie, a maçã pode ter casca verde, amarela ou vermelha e seu sabor pode variar de adocicado até o levemente ácido. No Brasil, as modalidades mais consumidas são a fuji, a gala, a red, a verde e a melrose. A maçã pode ser consumida em sua forma natural ou ser utilizada na fabricação de sucos, doces, tortas e bebidas (bebida alcoólica). Da sua casca seca pode-se fazer um chá que tem propriedades diuréticas. O melhor, no entanto, é consumi-la ao natural e com casca, pois aí se concentram seus principais nutrientes. Frutifica melhor em locais de clima frio. A maçã é um fruto com tantas propriedades salutares que um ditado inglês diz: “An apple a day keeps the doctor away” (uma maçã por dia mantém o médico afastado). A maçã é um fruto cuja casca contém pectina (que ajuda a reduzir o colesterol) e, além disso, é rica em vitaminas B1, B2, niacina, ferro, fósforo, sódio e magnésio. Ajuda, entre outras coisas, no controle do colesterol, da diarreia, da hipertensão arterial, da anemia, além de contribuir na prevenção do câncer do cólon, próstata e pulmão. Cada 100 gramas de maçã tem, em média, 55 calorias e 1,5 grama de fibras.
Manga: a manga é uma fruta típica de regiões quentes (tropicais), rica em vitaminas A, B e C e em elementos como cálcio, fósforo, ferro, potássio e carboidratos. A manga contém elementos que fazem parte das enzimas digestivas e da absorção dos nutrientes e que são auxiliares dos movimentos peristálticos intestinais. A manga possui, ainda, boa quantidade de potássio (embora menor do que o abacate, a banana, a laranja e o mamão), fósforo, magnésio e ferro. Esses últimos elementos contidos nessa fruta, entram na composição dos músculos, do sangue, dos ossos, dos dentes e dos hormônios. A manga “limpa” os radicais livres do organismo, além de ser um excelente antioxidante. Seu uso é recomendado em casos de bronquite e escorbuto e como depurativa do sangue. Ela pode ser consumida ao natural, espremida como suco, utilizada em doces, sorvetes, etc. Cada 100 gramas de manga fornecem, em média, 64,3 calorias.
Abacaxi: o abacaxi, fruta própria de regiões e épocas quentes, é rico em vitaminas A, B e C, fosfatos, ferro e magnésio. Cerca de 86% de sua composição é de água, mas ele também possui bromelina, uma enzima capaz de degradar certas proteínas, sendo útil para favorecer a expectoração e a eliminação de germes que se agarram à luz intestinal por meio de mucos. O abacaxi parece contribuir com a destruição das células cancerosas, além de evitar enjoos e vômitos (inclusive os causados pela cinetose), a prisão de ventre e a má digestão. Pode ser consumido em sua forma natural, espremido como suco, levado ao forno ou usado sob a forma de doces, de bebidas, sorvetes ou picolés. Soluções feitas a partir do abacaxi, quando aplicadas ao couro cabeludo, ajudam a evitar a caspa (dermatite seborreica). As propriedades do abacaxi desaparecem quando a fruta é submetida a temperaturas muito altas, como as que são necessárias para o cozimento e, por isso, é melhor que ele seja consumido cru.
Mamão: o mamão é originário da América Tropical. Existem muitas modalidades de mamão. As variedades de mamão mais conhecidas e usadas no Brasil são o mamão papaia, o mamão formosa, o mamão-da-baía, o mamão-macho e o mamão-da-índia. Quando maduro, o mamão apresenta um sabor doce e suave e é rico em vitaminas A, C e E, carboidratos, cálcio, ferro e potássio. Funciona como laxante, calmante, diurético e digestivo e ajuda no combate às inflamações e na coagulação do sangue. O mamão contém fibrina, uma substância raramente encontrada fora do corpo, especialmente valiosa na coagulação do sangue. Na dermatologia, tem efeito cicatrizante. Pode ser consumido maduro, em sua forma natural ou como suco, ou verde, sob a forma de doce. Da espécie papaia aproveita-se quase tudo: da parte interna do tronco pode-se retirar e comer a polpa, que depois de ralada e seca, assemelha-se ao coco; das raízes cozidas extrai-se um tônico para os nervos; das folhas prepara-se um chá digestivo; do suco extraído das folhas faz-se um vermífugo, usado também como digestivo e para tratar eczemas, verrugas e úlceras; das flores prepara-se um xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite e gripe. Além disso, a casca pode ser esfregada sobre a pele para tirar manchas, suavizar a cútis áspera e eliminar rugas. As sementes frescas, quando mastigadas, eliminam vermes intestinais e são eficazes contra câncer e tuberculose. Cada 100 gramas de mamão tem, em média, 50 calorias.
Abacate: o principal produtor mundial de abacate é o México. O abacate é uma fruta rica em vitamina E (embora contenha também vitaminas A, B e C), gordura monoinsaturada, sais minerais (fósforo, cálcio, ferro, potássio, magnésio) e glutationa (um poderoso antioxidante). Além disso, contém açúcar, lecitina, tanino, fitosterol, ácidos oleico, linoleico e palmítico e mais proteína que qualquer outra fruta. A gordura do abacate, a mesma do óleo de oliva, por ser de origem vegetal, não aumenta o colesterol LDL (“mau” colesterol), mas aumenta o colesterol HDL (colesterol “bom”). Pode ser consumido em sua forma natural (a polpa), em saladas, espremido sob a forma de suco ou de maionese e creme para aplicação sobre a pele (amaciante, hidratante) ou o couro cabeludo (para eliminar a caspa ou para amaciar os cabelos). Tem efeitos benéficos, entre outras condições, na osteoporose, eliminação de gases, reumatismo e gota. Contribui para o bom estado das artérias, dilata os vasos sanguíneos, abaixa a pressão arterial e tem ação anti-inflamatória.
Uva: existem várias espécies de uva. As mais conhecidas no Brasil são a uva itália, a niágara, a branca e a rosada. De acordo com a espécie, a uva pode ser de cor preta, rosada ou verde. A uva é uma fruta rica em sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio e potássio), vitaminas C e do complexo B e tem, entre outros, efeitos calmantes, diuréticos, laxativos, antirreumáticos e antibronquíticos. As modalidades vermelhas têm efeitos antioxidantes e anticancerígenos, além de evitar o envelhecimento precoce e as uvas verdes têm efeitos antivirais e antibacterianos. Quanto mais escuras, mais as uvas contêm flavonoides e resveratrol (um poderoso antioxidante). Para se usufruir de todos os benefícios que elas podem dar, as uvas devem ser integralmente consumidas, incluindo cascas e sementes. As cascas das uvas contribuem para aumentar o HDL (colesterol “bom”) e diminuem o LDL (“mau” colesterol). As uvas protegem contra doenças cardíacas e cânceres. Podem ser consumidas ao natural ou como doces, saladas, geleias, farinhas, espremidas como sucos e como componentes de vinhos.
Pera: há diversos tipos de pera. No Brasil as variedades mais conhecidas são a pera willians, a pera-d'água, a pera de pé curto e a pera red (casca vermelha). Dependendo da espécie, ela pode ser de cor amarela, verde ou vermelha. A polpa varia, podendo ser macia, dura ou granulosa. A pera é uma fruta própria de climas temperados, que contém muita água, sendo, portanto, ideal para pessoas que estejam fazendo dieta. É rica em sais minerais (potássio, sódio, ferro, magnésio e cálcio) e em vitaminas A, C, E e do complexo B, com efeito laxativo e diurético, que atua reduzindo a pressão arterial. Em virtude de não conter sal, proteínas e gorduras, pode ser usada nos tratamentos da obesidade. É uma fruta rica em fibras, ajudando a regularizar o funcionamento intestinal. Pode ser consumida ao natural ou usada na fabricação de geleias, compotas, sorvetes e outros doces.
Kiwi: o kiwi é uma fruta originária do sudeste da China. No Brasil, os maiores produtores são os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O país importa do Chile grande parte das suas necessidades. No hemisfério Sul a safra maior é concentrada nos meses de abril, maio e junho. A introdução do kiwi na dieta brasileira é recente, mas a fruta vem ganhando cada vez mais espaço. Em razão da grande quantidade de clorofila, mantém a coloração verde, mesmo quando maduro. O kiwi contém vitamina C, E, B6, niacina, potássio, magnésio, cobre, fosfato e fibras dietéticas. A vitamina C é encontrada no kiwi em quantidades maiores que nas laranjas, o grande depositário dela. Não contém colesterol. É uma fruta com muitas fibras, ajudando a regularizar o funcionamento intestinal e evitar o câncer de cólon. Combate o estresse e a depressão, corrige as disfunções digestivas e fortalece o sistema imunológico, além de possuir propriedades antianêmicas e estimular o apetite. Das sementes, é feito o óleo de kiwi, o qual contém o ácido linoleico, essencial para o aporte de ômega-3 ao organismo. Ele é consumido cru, em sua forma natural, sendo de muito baixa caloria, ou com sanduíches, saladas (tanto hortícolas, como de frutas), sobremesas finas, purês e bebidas. Em resumo, cada 100 gramas de kiwi contém, em média: calorias: 66; hidrato de carbono: 13 g; fibra dietética: 3,3 g; açúcares: 12 g; proteínas: 1,3 g; vitamina C: 107 mg; vitamina E: 4 mg; cálcio: 36 mg.
Goiaba: a goiaba é uma fruta nativa da América Tropical (principalmente Brasil), de aroma e sabor inconfundíveis. Há vários tipos de goiaba. Conforme o tipo, a casca apresenta-se verde ou amarela, segundo o estado de maturação da fruta a polpa pode ser branca, rosada ou vermelha. Pode ser encontrada em qualquer época do ano, mas sua produção maior se dá entre janeiro e maio. A goiaba pode ser consumida em sua forma natural ou como suco, compota, doce e geleia. A goiabada é um dos doces mais populares do Brasil. A goiaba é rica em vitaminas A, B e C, carboidratos e alguns sais minerais (fósforo, ferro e cálcio). Além de não conter muito açúcar, gordura ou calorias, a goiaba ajuda na redução do colesterol e nas dietas de emagrecimento. Auxilia no combate a infecções e hemorragias, melhora a cicatrização, retarda o envelhecimento e confere maior resistência física.
Pêssego: o pêssego é uma fruta de origem Chinesa, introduzida no Brasil logo após o descobrimento. Trata-se de fruta médio-calórica, que contém muitas fibras (cerca de 1,5 grama para cada 100g da fruta), vitaminas A, C, K e E e do complexo B e oligoelementos como potássio, ferro, fósforo, magnésio, zinco e cálcio. Cerca de 90% da sua massa é constituída de água. Como em quase todas as frutas, a maior concentração dos nutrientes do pêssego está em sua casca. O pêssego pode ser consumido em sua forma natural, espremido como suco ou sob a forma de geleia, bolos, doces e compotas. O caroço, depois de triturado e deixado de molho em água pode ser usado para ajudar a regularizar o fluxo menstrual; as folhas bem amassadas têm efeito sedativo; a infusão das flores funciona como um laxativo infantil. O pêssego (polpa) ajuda a manter o bom funcionamento do intestino, combate o reumatismo e contribui para evitar problemas da pele e do sistema nervoso, além de ajudar a diminuir o colesterol. O pêssego pode ser consumido in natura ou como preparações em caldas, conservas, doces, geleias, sucos, licores ou sorvetes. Cada 100 g de pêssego contém, em média, 36 kcal; 0,8 g de proteínas; traços de lipídios; 9,3 g de carboidratos, 1,4 g de fibras alimentares.
Maracujá: o maracujá cresce e frutifica melhor em climas tropical e subtropical. O Brasil é o maior produtor mundial de maracujás. Existem várias espécies, das quais as mais comuns são: maracujá mirim, maracujá melão, maracujá guaçu e maracujá do iguapó. O maracujá é fonte de vitaminas A, C e do complexo B e apresenta boa quantidade de sais minerais (ferro, sódio, cálcio e fósforo). Cada 100 gramas de maracujá corresponde, aproximadamente, a 70 calorias. O maracujá pode ser consumido na sua forma natural, mas também é muito utilizado em sucos, musses, pavês, xaropes, óleos, farinha e sorvetes e funciona como calmante natural no organismo humano. No geral, o maracujá tem efeitos sedativos sobre o sistema nervoso central. Tradicionalmente, tem efeitos benéficos sobre a ansiedade, epilepsia, dores de cabeça, insônia, irritação, taquicardia. Hoje em dia existem várias medicações à base de maracujá, de efeitos sedativos. A casca, transformada em farinha, diminui o açúcar no sangue e impede a absorção de gordura. O óleo é rico em ácidos graxos, que auxilia na restauração da pele, conferindo emoliência a ela e deixando-a macia. Os extratos de folhas e raízes têm efeitos parecidos aos da polpa da fruta.
Coco: o coco é originário do arquipélago malaio e entre nós é conhecido como coco da Bahia, por ter melhor se adaptado ao clima daquele estado, que é hoje o principal produtor brasileiro. É uma planta típica de regiões tropicais. O solo ideal para o coco é alcalino e úmido; o clima deve ser quente; o coco não gosta de temperaturas frias (abaixo de 17º). Os solos mais propícios para ele são os de textura arenosa e arenoargilosa. O coco é excelente substituto da carne, do queijo, do ovo e do leite. Como nutriente, o coco verde é equivalente ao leite materno. No Havaí algumas mães costumam amamentar os recém-nascidos com leite de coco. É rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C e tem um bom teor de sais minerais (potássio, sódio, fósforo e cloro) e de fibras, importantes para regularizar a atividade intestinal. Em virtude de conter sais de potássio e sódio, torna-se um alimento adequado contra a aterosclerose, além de ser um bom alimento para diabéticos. Pode ser consumido in natura ou em doces, bolos, bebidas, sorvetes, picolés, óleos, gorduras, margarina, “leite” e como condimento na culinária. É um alimento muito calórico. Cem gramas de coco maduro têm 290 kcal e 100 miligramas de água de coco têm 22 kcal. A água de coco tem uma composição parecida com a do soro fisiológico e é muito saborosa, geralmente tomada gelada como refresco. Tem várias aplicações na terapêutica caseira e, juntamente com o leite de coco, é indicada nos casos de rugas da pele. Pode ser empregada como diurético e em casos de diarreias, vômitos ou desidratação. Também usada em casos de câimbras, astenia e dores de cabeça. Contribui no combate ao colesterol. O coco maduro, por sua vez, é contraindicado para pessoas com altas taxas de colesterol. Da fruta, no seu total, se faz também sabão, fluidos para avião, cordas, cumbucas, chapéus, ornamentos, etc.
Limão: o limão é uma fruta da família dos citrinos, originário do sudeste da Ásia, cujo sumo é pleno de perfume e sabor. Há mais de 70 variedades de limão, das quais as mais conhecidas no Brasil são o limão-galego, limão-cravo, limão-siciliano e limão-tahiti. Sua cor pode variar entre o verde e o amarelo. É reconhecido como um ativador do sistema imunológico. O limão pode ser consumido sob a forma de doces, suco, sorvetes, picolés, temperos e até remédios, além se ser respingado sobre determinados alimentos e bebidas para ativar o sabor deles. O limão contém uma boa dose de minerais, como potássio, magnésio, cálcio, fósforo e vitamina C. Como acontece com a maioria das frutas, a maior concentração desses elementos situa-se na casca e não na polpa da fruta. Atua como estimulante do apetite, diurético, combate a febre e o reumatismo e diversos males inflamatórios da boca, garganta e intestinos. Combate também o vômito e a acidez estomacal. O ácido cítrico contido no limão confere a ele seus poderes emagrecedores. Além disso, dissolve gordura e toxinas, ajudando na digestão. Seu sabor azedo transmite a ideia de aumentar a acidez no organismo, mas isso não é o que acontece: o limão é alcalinizante, tendo efeito benéfico sobre o metabolismo orgânico como um todo, fazendo baixar o pH do sangue e de outros líquidos corporais. Por ter ação antisséptica combate os microrganismos que provocam fermentação gastrointestinal, evitando a formação de gases.
Morango: o morango é originário da Europa. No Brasil tem mostrado melhor adaptação desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, onde as temperaturas são menos elevadas. Sua melhor safra está compreendida entre junho e outubro. O morango é um fruto suculento, saboroso, bastante versátil e pouco calórico. Pode ser consumido em sua forma natural ou como geleia, bolos, tortas, musses, cremes, bombons, sorvetes, picolés, etc. Cada 100 gramas de morango contém, em média, 30 kcal; 7,0 g de hidrato de carbono; 1 g de proteína; 1,7 g de fibras; 56,3 mg de vitamina C; 2,86 mg de vitamina A; 14 mg de cálcio; 18,9 mg de fósforo e 165,7 mg de potássio, além de vitaminas do complexo B. O morango ajuda nas dietas de emagrecimento, na prevenção do câncer e de algumas doenças cardíacas e contribui para reduzir o colesterol. Por conter potássio, auxilia no equilíbrio do sódio no organismo. Colabora ainda no tratamento da gota e dos reumatismos; aumenta a resistência a infecções e tem ação anti-inflamatória e anticancerígena; possui muitas fibras, o que ajuda a regularizar o funcionamento intestinal.
Melão: o melão é uma fruta originária do Oriente Médio, onde inúmeras variedades são cultivadas em regiões semiáridas. As maiores produções no Brasil estão na região nordestina. Todas as variedades apresentam frutos mais ou menos esféricos, de casca espessa e polpa carnosa e suculenta e com muitas sementes no centro. A abundância de água que contém e o sabor suave tornam o melão uma fruta muito apreciada na forma de refrescos. Pode ser consumido ao natural ou como refresco e suco. É uma fruta pouco calórica e cada 100 g da fruta contém, em média, 31 kcal; 0,85 g de proteínas; 0,15 g de gorduras; 2.800 UI de vitamina A, além de vitaminas C e do complexo B. O melão também contém cálcio, fósforo e ferro, que contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue. O melão maduro atua como calmante, diurético e laxativo. Sua polpa contém papaína, uma enzima que ajuda na decomposição de proteínas. Além disso, o melão contém peptidase e protease, que também ajudam na digestão dos alimentos. Suas sementes, tostadas e salgadas, podem ser consumidas, porque elas contêm óleos como lisina e histidina (óleos graxos poli-insaturados). Sua casca contém potássio e pode ser usada como adubo.
Melancia: a melancia é uma fruta originária da Índia, que vive bem em áreas secas e solo arenoso. Existe uma modalidade de melancia, rara entre nós, de polpa amarela. A melancia é rica em fósforo e cálcio, vitaminas A, C e complexo B, ácido fólico, ácido pantotênico e biotina. As sementes são utilizadas em algumas regiões do país para fazer uma bebida diurética e vermífuga. A melancia é recomendada na obesidade, acidez gástrica, dispepsia, pressão alta, além de ajudar na eliminação do ácido úrico. Da polpa e da casca trituradas faz-se uma pasta que tem bom efeito sobre a erisipela e das sementes (ricas em lipídios) pode extrair-se um suco com propriedades antivermífugas e levemente diuréticas. Tendo uma ação diurética e muito poucas calorias, a melancia ajuda nas dietas para emagrecer. Pode ser consumida ao natural, principalmente no verão, devido à sua grande percentagem de água (cerca de 90%), como suco ou como compota, de sabor muito agradável. Da parte branca, entre a casca e a polpa, pode-se fazer um excelente doce, semelhante ao que é feito com o mamão verde.
Caqui: o caqui é originário da China. Existem diversas variedades de caqui, todas próprias de clima tropical e subtropical. As mais conhecidas no Brasil são o caqui-chocolate e o caqui rama forte. É um fruto alaranjado ou vermelho de consistência macia e sabor muito doce, mas o tanino (percebido sobretudo nos frutos mais verdes) pode dar aquela sensação de “travar” a língua. Cerca de 70 a 80% do caqui é composto por água, mas também contém açúcares, amido, proteínas, cálcio, ferro, licopeno, vitaminas E, A, B1 e B2. Cada 100 gramas de caqui (equivalente, mais o menos, a uma unidade) possui, em média, 75 calorias. Em geral, o caqui é consumido como fruta, em sua forma natural. O caqui tem um alto poder antioxidante, mas o seu consumo deve ser bem controlado porque a fruta contém grande concentração de açúcares (cerca de 60% do seu peso). Possui propriedades calmantes, antieméticas e laxativas. Também combate a febre. Seu consumo é indicado para os que sofrem de anemia, descalcificação, transtornos intestinais e afecções do estômago. Das folhas do caquizeiro pode-se fazer uma infusão utilizada em gastralgias, gastrites, náuseas, vômitos, insônia e irritabilidade.
Jaboticaba: a jaboticabeira, a árvore que produz a jaboticaba, é uma planta tipicamente brasileira, nativa da Mata Atlântica. Há diversas variedades: jabuticaba-açu-paulista; jabuticaba-ponhema; jabuticaba-precoco; jabuticaba-vermelha. Sua origem é desconhecida. É característica pela sua demora em crescer e frutificar (às vezes até 20 anos). A jaboticabeira floresce na primavera e no verão. A jaboticada é um fruto escuro (variando do vermelho-vinho ao preto) que contém uma polpa branca, líquido-pastosa e uma única semente em cada fruto. Devem ser consumidas principalmente in natura ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre. Na polpa da jabuticaba pode ser encontrado ferro, fósforo, vitamina C e vitamina B (niacina), que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Na casca existem teores de pectina, peonidina e antocianina. Tem uma potente ação antioxidante, o que ajuda a prevenir a incidência de tumores e problemas cardíacos e a estabilizar o nível de açúcar dos diabéticos.
