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Cortisol: o hormônio do estresse

Monday, December 2, 2024
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Cortisol: o hormônio do estresse

O que é cortisol?

O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins. Ele exerce um papel essencial em diversos processos fisiológicos, sendo chamado de "hormônio do estresse" por ser liberado em maior quantidade em situações estressantes. Todas as células do corpo possuem receptores para o cortisol, o que demonstra sua importância no funcionamento geral do organismo.

Quais são as principais funções do cortisol?

O cortisol é multifuncional e impacta diversas áreas do organismo. Ele ajuda o corpo a responder ao estresse ao elevar os níveis de glicose no sangue, fornecendo energia para lidar com desafios. Além disso, prioriza funções essenciais, como o fornecimento de energia ao cérebro, enquanto suprime atividades menos urgentes, como a digestão e a reprodução. Quando em excesso, porém, pode gerar problemas de saúde.

Outro papel importante do cortisol está no metabolismo, ao regular como o corpo utiliza gorduras, proteínas e carboidratos como fontes de energia, especialmente em períodos de jejum ou estresse prolongado. O hormônio também tem um potente efeito anti-inflamatório, sendo usado em medicamentos para tratar condições inflamatórias e imunológicas.

No que diz respeito à pressão arterial, o cortisol atua em conjunto com outros hormônios para manter o equilíbrio de sal e água no organismo, garantindo a estabilidade da pressão arterial. Ele também desempenha um papel relevante no ciclo sono-vigília, com níveis mais altos pela manhã, facilitando o despertar, e mais baixos à noite, promovendo o sono reparador.

No âmbito psicológico, o cortisol influencia o estado emocional, a memória e a atenção. Um nível adequado contribui para o equilíbrio emocional, enquanto variações podem impactar o humor e a saúde mental.

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Como são medidos os níveis de cortisol?

Os níveis de cortisol podem ser avaliados por exames de sangue, saliva ou urina, e os valores normais variam de 5 a 25 mcg/dL. Por ser um hormônio com grande variação ao longo do dia, seu pico ocorre entre 7h e 9h, e os níveis mais baixos à noite, por volta das 23h.

O exame de sangue é geralmente feito pela manhã, mas em casos específicos, uma coleta à tarde pode ser solicitada para avaliar o ritmo circadiano. A saliva é coletada à noite para verificar o menor nível de cortisol, sendo necessário evitar alimentos, bebidas, fumo ou escovação dental pelo menos 30 minutos antes do teste. Já a urina mede o cortisol excretado ao longo de 24 horas. Em situações específicas, o médico pode solicitar testes de estímulo, com administração de ACTH, ou de supressão, utilizando dexametasona, para investigar disfunções mais detalhadamente.

O que causa níveis altos de cortisol?

Níveis elevados de cortisol, conhecidos como hipercortisolemia, podem ocorrer devido à produção excessiva pelo corpo ou por fatores externos, como o uso prolongado de corticoides. A síndrome de Cushing é a condição mais comum associada a níveis altos de cortisol, causada por tumores nas glândulas suprarrenais ou na hipófise. Outras causas incluem estresse crônico, insônia, obesidade, depressão e exercícios extremos.

Os sintomas de níveis altos incluem ganho de peso, especialmente no tronco, fraqueza muscular, hipertensão, alterações de humor, rosto arredondado, irregularidades menstruais, manchas na pele e enfraquecimento ósseo.

O que causa níveis baixos de cortisol?

A redução dos níveis de cortisol, conhecida como hipocortisolismo, pode indicar disfunção das glândulas suprarrenais ou problemas no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Na insuficiência adrenal primária, como na Doença de Addison, a produção de cortisol é insuficiente devido a doenças autoimunes, infecções como tuberculose ou condições genéticas. Já na insuficiência adrenal secundária, a deficiência de ACTH, geralmente causada por tumores, traumas ou uso prolongado de corticoides, resulta em baixa produção do hormônio.

Os sintomas de cortisol baixo incluem fadiga crônica, perda de peso inexplicada, tontura, desejo por sal, náuseas, vômitos, hipoglicemia, fraqueza muscular e alterações emocionais, como depressão e irritabilidade. Casos graves podem levar à queda de imunidade, osteoporose e desregulação do metabolismo.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Clinic e da Healthline.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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