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Micronutriente ou oligoelemento - o que é isso?

quarta-feira, 30 de setembro de 2020
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Micronutriente ou oligoelemento - o que é isso?

O que são micronutrientes ou oligoelementos?

Os micronutrientes ou oligoelementos são alimentos essenciais, requeridos diariamente pelo organismo em pequenas doses suficientes para exercerem suas funções primordiais para o metabolismo. Eles são os sais minerais e as vitaminas.

Entre os sais minerais estão o zinco, o ferro, o manganês, o boro, o cloro, o cobre e o molibdênio. Entre as vitaminas estão as lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K), que são dissolvíveis e armazenadas em gordura, e as hidrossolúveis (complexo B e vitamina C), solúveis na água.

Junto deles, o corpo precisa, para uma nutrição perfeita, de quantidades maiores de macronutrientes, que incluem proteínas, gorduras e carboidratos, os quais devem ser consumidos em doses mais elevadas, embora sem excessos.

É por serem necessários em pequenas doses que esses nutrientes são rotulados como “micro”, e pelo fato da maior parte deles não ser fabricada pelo organismo, de modo que devem ser suplementados pela dieta, é que são rotulados como “essenciais”.

Quais são as fontes de micronutrientes ou oligoelementos?

O conteúdo de micronutrientes em cada alimento é diferente, então é melhor comer uma gama variada de alimentos para obter vitaminas e minerais que sejam suficientes. Quando uma pessoa come, ela consome as vitaminas que as plantas e os animais criaram ou os minerais que eles absorveram do solo.

As vitaminas são adquiridas exclusivamente pela dieta diária do ser humano, já que nosso metabolismo é incapaz de produzi-las, e os sais minerais são majoritariamente absorvidos pelas plantas do solo padrão. Uma ingestão adequada de todos os micronutrientes é necessária para uma saúde perfeita, pois cada vitamina e mineral tem uma função específica no corpo.

Leia sobre "Dieta hiperproteica", "Dieta cetogênica", "Dieta mediterrânea", "Dieta Low Carb" e "Dieta vegana".

Quais são as funções orgânicas dos micronutrientes ou oligoelementos?

Os micronutrientes são nutrientes necessários para a manutenção do organismo, embora sejam requeridos em pequenas quantidades, de miligramas a microgramas. Por serem essenciais, devem estar diariamente presentes na alimentação.

De maneira específica, algumas das funções dos micronutrientes são:

  • a vitamina B1 (tiamina) ajuda a converter nutrientes em energia;
  • a vitamina B2 (riboflavina) é necessária para a produção de energia, função celular e metabolismo da gordura;
  • a vitamina B3 (niacina) estimula a produção de energia dos alimentos;
  • a vitamina B5 (ácido pantotênico) é necessária para a síntese de ácidos graxos;
  • a vitamina B6 (piridoxina) ajuda o corpo a liberar açúcar dos carboidratos armazenados para obter energia e criar células vermelhas do sangue;
  • a vitamina B7 (biotina) desempenha um papel no metabolismo dos ácidos graxos, aminoácidos e glicose;
  • a vitamina B9 (folato) é importante para a divisão celular adequada;
  • a vitamina B12 (cobalamina) é necessária para a formação de glóbulos vermelhos, funcionamento adequado do sistema nervoso e função cerebral;
  • a vitamina C (ácido ascórbico) é necessária para a criação de neurotransmissores e colágeno, a principal proteína da pele.

Essas são as vitaminas solúveis em água, e como elas não são armazenadas no corpo é importante obter uma quantidade suficiente delas nos alimentos diários.

As vitaminas solúveis em gordura são mais bem absorvidas quando consumidas junto com uma fonte de gordura. Após o consumo, elas são armazenadas no fígado e nos tecidos adiposos para uso futuro. São elas:

  • vitamina A, necessária para uma visão adequada e funcionamento dos órgãos;
  • vitamina D, que promove a função imunológica adequada e auxilia na absorção do cálcio e no crescimento ósseo;
  • vitamina E, que auxilia a função imunológica e atua como um antioxidante que protege as células contra danos;
  • vitamina K, necessária para a coagulação do sangue e o desenvolvimento ósseo adequado.

Os minerais mais importantes são:

  • o ferro, que ajuda a fornecer oxigênio aos músculos e auxilia na criação de certos hormônios;
  • o manganês, que auxilia no metabolismo de carboidratos, aminoácidos e colesterol;
  • o cobre, necessário para a formação do tecido conjuntivo, bem como para o funcionamento normal do cérebro e do sistema nervoso;
  • o zinco, necessário para o crescimento normal, função imunológica e cicatrização de feridas;
  • o iodo, que auxilia na regulação da tireoide;
  • o fluoreto, necessário para o desenvolvimento dos ossos e dentes;
  • o selênio, importante para a reprodução e defesa da tireoide contra danos oxidativos. 
Além desses, o organismo necessita também dos chamados macro minerais, necessários em maiores quantidades do que os micro minerais. Alguns deles e suas funções são:
  • o cálcio é necessário para a estrutura e função adequadas dos ossos e dentes, auxiliando também na função muscular e na contração dos vasos sanguíneos;
  • o fósforo, que faz parte da estrutura óssea e da membrana celular;
  • o magnésio, que auxilia em mais de 300 reações enzimáticas, incluindo a regulação da pressão arterial;
  • o sódio, que é um eletrólito que auxilia no equilíbrio de fluidos e na manutenção da pressão arterial;
  • os cloretos, frequentemente encontrados em combinação com sódio e que ajudam a manter o equilíbrio de fluidos, sendo usados para fazer sucos digestivos;
  • o potássio, eletrólito que mantém o estado de fluidos nas células e ajuda na transmissão nervosa e função muscular;
  • o enxofre, parte de cada tecido vivo e contido nos aminoácidos metionina e cisteína.
Veja também sobre "Hipovitaminoses", "Como ganhar massa muscular", "Importância da tiamina para o organismo" e "Alimentos ricos em fibras".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da World Health Organization e do Centers for Disease Control and Prevention.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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